sexta-feira, 15 de maio de 2015

CEF 1 de Sobradinho sensibiliza 400 alunos sobre a necessidade de preservação da água

Brasília, 15/5/2015 – A pracinha do condomínio Nova Colina, em Sobradinho (DF), vai ganhar um novo defensor da natureza a partir desta quinta-feira. Gabriel Henrique, 13 anos, aluno do 7º ano do Centro de Ensino Fundamental I, participou de oficinas de valorização água como Projeto Semeando o Bioma Cerrado e decidiu trocar até a profissão escolhida para o futuro. Mas de imediato ele sentiu-se responsável por dividir os conhecimentos recebidos com sua comunidade.

“Eu queria ser engenheiro civil, agora, quero fazer engenharia florestal para poder dar ideia de preservação do ambiente. Mas eu já posso fazer isto no lugar que eu moro, posso fazer palestras e dizer para as pessoas que não lavem o quintal com mangueira, que aproveitem a água da máquina para o quintal e que não demorem no banho”, resume Gabriel adiantando que a partir de agora seu próprio banho de 10 minutos vai demorar bem menos.


O Gabriel e mais de 400 alunos do CEF 1 que cursam do 6º ao 9º ano e têm entre 11 e 17 anos de idade passaram esta quinta-feira recebendo informações e colocando-a em prática em 12 oficinas realizadas pelo Projeto da Rede de Sementes do Cerrado patrocinado pela Petrobras que fez parte da Semana de Educação para a Vida no Distrito Federal.

Olhar diferente - Com foco na valorização da água, os professores procuraram sensibilizar os alunos para desenvolverem um olhar diferente sobre o ambiente em que vivem e algumas manifestações mostram que a ação é válida. Nicole Cristina, de 13 anos, estudante do 8º ano, contou que achou importante vivenciar o papel de um engenheiro ambiental, porque entendeu, fazendo desenhos, como é que a água chega na casa dela. Já Daniel Souza, de 13 anos, estudante do curso de aceleração CDIS, colocou a mão na terra para valer para plantar mudas de hortaliças, mas antes ajudou a fazer e regar os canteiros que receberam as mudas. “Achei importante plantarmos mudas livres de agrotóxicos aqui na escola. Agora, vou vir ver como vão se desenvolver, né?”, programa-se.



O diretor do CEF 1, Djalma Marcos dos Santos, há um ano nesta escola vindo de uma instituição de educação rural, destaca que observou durante as atividades que os alunos viram, na prática, como a vida funciona e o quanto somos dependentes da água. “Eles são exemplos, levaram a sério o que ouviram e vão arrastar estas lições com certeza”, prevê ao contar que quando estava na escola rural, levava os alunos para passear na cidade e agora, tem que levar para a escola a experiência do plantio, do contato com os recursos ambientais para que compreendam a necessidade de preservação, “é o movimento contrário”, frisa.

A orientadora educacional, Rose Pereira, também comemora o dia de oficinas e diz que espera que esses alunos tornem-se multiplicadores sobre os cuidados necessários com o planeta.
Já a professora Adriana Moraes, de Geografia, constata que o aluno ainda se espanta com algumas situações e precisa ter formação sobre sustentabilidade e cidadania, mas o professor também precisa de mais informação. “Hoje, eu aprendi muita coisa aqui. Com informação a gente busca formas alternativas para trabalhar essas questões”, diz.



Inclusão - O coordenador do Projeto Semeando o Bioma Cerrado, Rozalvo Andrigueto, lembra que além das escolas de ensino básico, oficinas de educação ambiental são desenvolvidas observando a inclusão de portadores de necessidades especiais e jovens em situação de risco social. Ele calcula que o programa de educação ambiental do Projeto, que existe desde 2010, já tenha alcançado mais de 2.300 crianças e jovens focando especialmente na preservação do Cerrado.

Ecopedagogia - A gestora de educação ambiental, Mery-Lucy Souza, explica que o programa de oficinas trabalha a ecopedagogia relacionada à essência da vida que é o relacionamento harmonioso e consciente com as pessoas e o ambiente em que vivemos. “É fundamental contextualizar o conteúdo das oficinas e deixarmos para os jovens a mensagem de que é preciso repensar o consumo e o descarte como fazemos atualmente”, completa.


Semeando – De acordo com Andrigueto, o projeto Semeando o Bioma Cerrado tem atuação além da educação ambiental para jovens e tem como meta restaurar cinco hectares de áreas já degradadas, georreferenciar 3.600 árvores matrizes, demarcar 60 áreas (cerca de 600 hectares como área preservada), capacitar tecnicamente 390 pessoas para produzir sementes e mudas florestais nativas em condições ambientalmente corretas, economicamente sustentáveis e sensibilizar e conscientizar diretamente 886 pessoas em ações de Educação Ambiental e mais de 2.500 indiretamente, no período de dois anos que se encerra no final de 2015. O projeto prevê ações implementadas no Distrito Federal, nos municípios goianos de Ipameri, Alto Paraíso de Goiás, Cavalcante, Barro Alto, Pirenópolis, Goianésia, Ceres, Santo Antônio do Descoberto e Goiânia em Goiás. No Mato Grosso, o município de Sinop foi incluído nesta fase por situar-se em área de Cerradão, uma transição entre os biomas Cerrado e Amazônia.

Fotos: Oficinas de valorização da água no CEF1 em 14 de maio
Crédito: Teresa Cristina Machado

Mais informações:
Assessoria de imprensa - Semeando o Bioma Cerrado
Contato: Teresa Cristina Machado
Tel.: 55 (61) 3225 1452 /9983 9395


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